terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Entrelinhas (da Marcely)

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Perder tempo é o de menos.
Complicado mesmo são os pedaços de histórias que vamos deixando de realizar por estarmos ocupado demais tentando adiar o inadiável.
É chato, eu sei, mas é verdade.
Eu quis muito que tudo desse certo. 

Quis muito que tudo fizesse sentido. 
Quis que os medos desaparecessem e que as incertezas fossem mandadas para longe.
Mas não foi assim.
Tudo se complicou com as renúncias que não fez, com a covardia de não impor limites, com a ausência de pulso firme quando tudo desmoronava e você ficava ali, com os olhos assustados me pedindo abrigo sem nem ao menos entender o porquê de tudo aquilo.
Ceder é preciso. 

Abrir mão de algumas vontades também. 
Não dá para enfiar goela abaixo todas as suas prioridades e esperar que o outro as aceite.
Não faz sentido. Não é justo.
Amor não é obediência. 

Não se abre mão de quem a gente é em prol de alguém que ao invés de nos fazer bem só nos faz mal.
É. Faz mal.
Esquecer o que te move não é saudável. 

Ignorar por completo todas as suas necessidades não te adianta. 
Só prende, atrasa. 
Coloca em dúvida o que até ontem era certo.
Está vendo? Tudo desanda e você não percebe. Não sente. Não digere. Cansa.
Esgota e o que era para ser uma nova oportunidade de conserto, 

se transforma na última tentativa que foi em vão.

Marcely Pieroni Gastaldi
do blog Entrelinhas da Vida 

(imagem google... acho LINDO vitória-régia!)
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