segunda-feira, 28 de abril de 2008

Vai passar...

Eu acreditei nas pessoas.
Pensei que o mundo poderia ser melhor e que poderíamos sofrer menos.
Que um poderia ajudar o outro e depois também ser ajudado.
Que malícia, egoísmo, egocentrismo poderiam não existir de verdade.
Eu já pensei ser a pior das criaturas e cri que sentimentos negativos eram falsos privilégios meus.
Acreditei em Amizade, Amor, Fidelidade, Respeito, Consideração e diversos outros sentimentos ou relacioamentos que me tornei um ser ingênuo e sonhador.
Eu não queria ser como sou.
Se tivesse a chance da escolha seria rude, cruel, maldoso e descarado.
Cínico na melhor das interpretações.
Seria egoísta e não me importaria com os sentimentos ou sofrimentos alheios, mas me importo com os semelhantes.
Importo-me com a fraternidade e com as permutas.
Aprendi que o pior dos sentimentos é o da decepção.
Não sei como sorrisos podem ser falsos e promessas podem ser levianas.
Eu não apenas não sei, como não me importo em saber.
Prefiro a ingenuidade, a ignorância ou mesmo a estupidez.
Prefiro, inclusive, viver no meu mundinho, no meu podre e pequeno mundinho.
Eu sou o que eu sou.
Único e exclusivamente aquilo que sou.
E o que sou é um homem decepcionado.
Uma criatura que se decepcionou como outra qualquer não poderia se decepcionar igual.
Pois ninguém acreditou tanto em gestos, palavras e sentimentos como o meu tolo coração sangrando.




(by meu primo Markin...)

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